Antes do jogo deste domingo (8), o goleiro Eduardo Fischer, 42 anos, pisou no gramado do Estádio Sadalla Amin Ghanem e disse para a garotada da Estiva: "Neste campo já peguei muito penalti". Era uma simples frase para recordar os momentos gloriosos que passou no tempo em que atuou no América. Bem mais do que uma recordação, era a premonição do que estava para acontecer. E ele foi o nome do jogo ao defender a cobrança de penalti de Moises quando o placar já estava favorável aos francisquenses por 2 a 1. No final, Estiva marcou mais um e fechou o placar em 3 a 1. Agora, no jogo da volta, no dia 15, no campo do 25 de Dezembro, onde Eduardo Fischer é o arrendatário das instalações, o time joinvilense precisa vencer por 3 a 0 para ficar com a vaga. E lá Fischer conhece todo o espaço.
Fischer revelou depois do jogo que poderia ter jogado mais caso não tivesse uma noite desagradável. É que ele ficou a madrugada toda no velório do avô Rudolfo, de 90 anos. Aliás, o enterro foi antecipado para as 11 horas só para ele ter a chance de jogar. Jogou e fez a diferença.
Eduardo Fischer, antes de chegar ao futebol amador, foi goleiro profissional no Marcílio Dias, em Goiás e no interior de São Paulo.

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